25 março 2014

IOUP-OPIU-IÔ

Minha Beltraniana,
Sempre achei que fosse fácil falar de alguém que eu conheço tão bem, mas agora, querendo colocar no papel mais de três anos de amizade começo a me questionar que palavras usar para definir você, e a sua importância no meu dia a dia.
Já estive junto de você no momento dos seus quinze anos, na sua crise de existência, nos seus medos de um futuro desconhecido e nos momentos mais felizes. Já te fiz rir e, ainda bem, nunca te fiz chorar. Falei de você pra todo mundo, e falei do mundo inteiro pra você. Pesquisei piadas de loiras pra te atormentar e o máximo que consegui foram piadas novas contadas por você.
Te chamei de amiga, tudo bem, vou me explicar. Sempre achei que chamar outra menina de "amiga" parecia tão falso como chamar uma estranha de "querida", mas isso mudou, entendi com o tempo que chamar alguém assim não deve ser uma coisa forçada. Essa é, sem dúvida, uma palavra muito forte para poder chamar qualquer um.
Pra ser amiga é necessário tempo, confiança, zelo, carinho, compreensão, abdicação e saudade. Isso mesmo, é preciso saber que sente a falta da pessoa para ter o cuidado de nunca abandonar e fazer de tudo para não ser deixado. E eu, mais do que ninguém, sinto falta da sua presença.
Vou te confessar uma coisa: você é mais próxima de mim do que muitas pessoas que vejo todos os dias. Poucos entendem que uma pessoa pode sim estar junto, mesmo estando longe. E nesse caso, você está bem longe e bem perto. Ah, garota, se prepare para continuar na minha vida por um bom tempo. E pesquise mais piadas para a gente rir juntas.


Um comentário:

Julia Nacke disse...

Quando menos precisamos de ajuda é que achamos alguém para ajudar, fica sempre pertinho, quanto mais pertinho melhor! Obrigada por todas as vezes que acima de tudo você foi minha amiga. E lembrando: você foi feita pra ser lembrada! E será!